1/16/2008

HYPE: 23º Aniversário do Fogo no Gelo

10/08/2007

O Aculturar Recomenda: Grindhouse





Music "N.F.O. Kronikoj" by Qwentin

8/09/2007

DISCOS: The White Stripes - "Icky Thump"





















“Icky Thump”, expressão popularizada pela série inglesa “The Goodies”, significa surpresa. Exactamente o sentimento transmitido pela primeira audição do mais recente trabalho dos White Stripes.
Mantêm-se fiéis aos ensinamentos dos Led Zeppelin e de Hendrix, mas o blues eléctrico de Jack e Meg está mais atrevido e experimental do que nunca. Ouça-se, por exemplo, “Conquest” – tema difundido por Patti Page nos 50s – que bem podia servir de banda sonora para uma qualquer corrida de touros indie.

Ou “St. Andrew” onde as locuções de uma menina e uma gaita-de-foles formam dissonâncias inquietantes.
“Icky Thump” é uma colecção de distorções ratadas, efeitos sonoros, vocalizações assanhadas e ritmos primitivos irresistíveis.
Gonçalo Brito



The White Stripes: "Icky Thump"
Formato: CD, lojas online
Editora: Warner Bros.



7/09/2007

O novo paradigma astral do Rock Show (com Jesus e afins pelo meio)


Qual terá sido a conjuntura astral no dia 29 de Novembro de 1977? Melhor, gostava de saber porque raio as minhas duas bandas de referência são, muito provavelmente as menos comunicativas e porventura as mais antipáticas que já vi ao vivo.

Pixies e Jesus and Mary Chain nunca tiveram de provar a ninguém a qualidade e originalidade do seu som. Surfer Rosa e Psychocandy - goste-se deles ou não - são dois discos maiores na história do rock. Marcaram uma época e mais do que isso, abriram portas para o sucesso de projectos ulteriores. Constate-se com os Nirvana e uma boa parte do rock dos anos 90, mas também, e no caso dos Mary Chain, com os Black Rebel Motorcycle Club, os My Bloody Valentine e tantos outros. "Tomem a semente meus filhos. Colhei com ela aquilo que o nosso tempo não deixou". Seria isto que Black Francis poderia ter dito a Kurt Cobain ou os irmãos Reid a Kevin Shields dos My Bloody Valentine. Coisas do tempo, mas hoje ninguém parece estar muito interessado neles - Pixies e Mary Chain, entenda-se. Datados, reunidos fora de tempo são rótulos que estamos habituados a ouvir quando se fala destas e outras bandas.
Serão os cabelos brancos que me vão aparecendo? Estarei a ficar cota? Nnnããããããããõooo...

Enfim, sinal dos tempos. E se de tempo falamos, convém sublinhar que emerge um novo paradigma de concepção estética e musical no que aos festivais de música diz respeito.

Os anos 90 foram o paradigma da obsessão perfeccionista. Em nome próprio ou encafuadas num qualquer festival de Verão, as bandas tentavam a todo o custo não denunciar as suas próprias falhas ou as falhas técnicas que lhes eram alheias. Disfarçavam-se os pedidos de nivelação sonora deste ou daquele instrumento nas colunas de munição individual, disfarçava-se convincentemente um acorde "ao lado". Saíamos dos concertos com a sensação da quase perfeição (não fossem os aglomerados junto à linha da frente e esta ou aquela cabeça de gigantone que não deixava fruir do prazer que é estar defronte dos músicos que admiramos).
A situação inverteu-se e hoje o erro e a imperfeição são parte integrante do espectáculo.

Pronto, eu confesso. Estive no 2º e 3º dias do SBSR, vi a maior parte das actuações e posso garantir-vos com toda a certeza que os pedidos de subida ou descida de volume na munição foram uma constante durante essas mesmas actuações. Com maior ou menor frequência, os "desavergonhados" viravam-se para o técnico de palco, apontando para um ou outro elemento da banda, gesticulando de uma forma que pode ser considerada como linguagem gestual bilateral – dedo para cima sobe munição, dedo para baixo desce munição.

Por outro lado, o acorde "ao lado" ou o "break" que acaba mais cedo já não é visto com desdém, mas sim com um sorriso. Errar é humano, rapaziada. Aqui há dias o meu amigo Guru dizia-me que o Lars (Metallica) mandou uns quantos "pregos" durante a actuação do primeiro dia de SBSR.
Houve no entanto uma excepção ao que acabo de dizer: Mary Chain. Não vi pedidos de monição mais alta ou mais baixa, mas vi e ouvi muitos erros e algumas bizarrias.

A banda entra em palco e a guitarra de William não toca (cheira-me a esturro do roadie). Três minutos em compasso de espera até à resolução do problema, et voilá, torrentes de distorção para avançar com Never Understand. William vai "ao lado", enquanto o irmão Jim olha com ar reprovador (a distância entre ambos em palco é incrível). Depois, na mítica Some Candy Talking Jim engana-se na letra num momento que facilmente seria remediável. Jim lança um "Fuck. Sorry 'bout that. Let's start again". O erro está lá – como aliás sempre esteve nos Jesus – mas de mau humor, não com os sorrisos dos Bloc Party ou dos Clap Your Hands Say Yeah. Jim é um perfeccionista cáustico e irascível. Um perfeccionista à boa moda dos 90, sem nunca almejar esse estado de "normalidade" ao vivo. Outra coisa não seria de esperar de um homem que diz nunca ter subido sóbrio para o palco desde a formação da banda em 1983 até à sua dissolução em 1998.
Dito isto, são os perfeccionistas mais imperfeitos que já vi ao vivo.

Quem joga no limite corre sempre o risco de ficar engavetado no tempo, mesmo que as desintoxicações de álcool e drogas os mantenham falaciosamente afastados do limbo, mesmo que, se estivesse ébrio ontem durante a sua actuação este tivesse sido muito provavelmente o concerto da minha vida. Assim, não sei bem o que foi. Ainda bem.

Publicado por: Pitta
(texto original em http://rebucadosaleatorios.blogspot.com)

6/23/2007

DISCOS: Chris Cornell “Carry On”

Logo ao arranque, percebe-se que este disco não é mais do mesmo. O que, de início, até desilude um pouco – que bem que sabia mais uma demão naquela camada de melancolia que ficou de “Euphoria Morning”, álbum com que Cornell se estreou em nome próprio, em 1999.
Este segundo capítulo deixa transparecer cinco anos de Audioslave (bem como algumas saudades incontidas dos dias de Soundgarden), trazendo ao público temas mais dados ao rock a céu aberto do que ao intimismo do trovador amargurado. Porém, a espaços, por entre a energia de temas como “No Such Thing” ou “Poison Eye” (que até podiam figurar num fictício sétimo álbum de Soundgarden), surgem outros com uma carga mais sentida, onde se sente a inconfundível voz de Cornell mais cansada. É o caso de “Disappearing Act”, onde ela ameaça ruir a qualquer momento. Porém, nunca quebra.
Para o final, fica o melhor: “You Know My Name”, resgatado à banda sonora de “Casino Royale”, que encerra, em alta, “Carry On”.

(7/10)

www.chriscornell.com




4/19/2007

A politica do ódio




Epa que coincidência... por acaso, sempre que quero discutir uma ideia com alguém também costumo enfiar a pessoa num avião e enviá-la para outro país...

2/08/2007

DISCOS: Qntal "Silver Swan"

Numa altura em que o mundo da Musica está um pouco “confuso”, visto ser cada vez mais frequente a mistura de diversas influência musicais num só projecto (não que isso tenha algo de mal), é com agrado que verificamos a existência de bandas que pela sua honestidade e dedicação a sonoridades supostamente fora de moda merecem ser ouvidas com toda a atenção.
É o caso dos Germânicos Qntal, colectivo que se estreou em 1992 com um registo homónimo e que passados todos estes anos nos apresenta o seu quinto trabalho intitulado «Silver Swan».
Este disco oferece-nos um bilhete só de ida a tempos ancestrais, onde o ouvinte tem a possibilidade de redescobrir sons perdidos no tempo. Instrumentos tal como o Saz, Ud, Fidel, Tar ou Shalmei fazem parte do universo dos Qntal que, juntamente com o delicioso canto lírico da vocalista Syrah, criam um ambiente absolutamente magico – o que faz dos Qntal uma banda única.
Temas como “Monsieur’ s Departure” ou “Língua Mendax” ilustram bem todo o potencial que «Silver Swan» tem para oferecer a todos os amantes de boa música.
Este é sem duvida um disco recomendado a todo o tipo de público.


Fantástico!!!

http://www.qntal.net
9/10

1/02/2007

Vizinhança e os heróis de 2006

Temos uma vizinha nova.

Colaboradora deste blog, a Jornalista Inês Gens estreia agora o seu próprio espaço que vale a pena visitar regularmente. Chama-se
Elite Criativa e é, segundo a própria, um "espaço de impressões, trabalhos e ideias soltas". Recomenda-se também a audição dos Podcasts.


Entretanto a Inês aproveitou para partilhar connosco os seus heróis de 2006:

"Está na altura de vos aconchegar com uma exercício de reflexão sobre aqueles que são, para mim, os filmes do ano que passou. Acho que o meu ponto de vista está bem explicado aqui".

As listas, pontos de vista, opiniões, posições pessoais etc. e tal, mergulho, dos restantes membros do Aculturar serão publicadas em breve.

12/07/2006

HYPE: Dave Matthews Band em Portugal





















Dia 25 de Maio de 2007 a banda Dave Matthews Band (passo a redundância) vai finalmente tocar no nosso país. O local escolhido é a câmara de eco do parque das nações, também conhecida como Pavilhão Atlântico.

Casa cheia ou flop total? Este é mesmo difícil de prever.


Nós é que não vamos faltar.

Espreitem mais aqui

12/05/2006

NICE PRICE: “A CIDADE DAS CRIANÇAS PERDIDAS”

“Delicatessen” deu-lhe o estatuto de culto. E “Amélie” trouxe o reconhecimento internacional. Porém, nos dez anos que intermediaram estes dois marcos do cinema europeu, Jean-Pierre Jeunet não se deixou ficar de braços cruzados. Em 1995, criou, naquela que viria a ser a sua última colaboração com Marc Caro, a delirante “Cidade das Crianças Perdidas”.
O ambiente é tão ou mais sombrio que o de “Delicatessen”: o mundo tornou-se num lúgubre lugar, onde imperam o desespero e o desalento, e Krank, um estranho ser incapaz de sonhar, rapta uma série de crianças para lhes roubar os sonhos.
Uma das suas vítimas é o irmão de One, um bom gigante que envida todos os esforços para localizar o pequeno Denree. Para isso, conta com a ajuda da pequena Miette, líder de um bando de crianças perdidas que encontram no roubo a única forma de sobreviver.
Contando com uma bizarra galeria de personagens – algo que já se tornou habitual nas suas criações -, Jeunet apresenta uma excêntrica fantasia sobre os sonhos e o pesadelo de se ser incapaz de sonhar.

(7/10)

11/28/2006

Como rockar em dois videojogos em simultâneo

O editor do blog Kotaku consegui sincronizar os jogos SingStar e Guitar Hero, de forma a jogar aos dois ao mesmo tempo. Impressionante e divertido.

10/27/2006

Muse - Campo Pequeno 26-10-06

A Musa e o Circo Eléctrico

Uma prestação sentida que as fracas condições sonoras não permitiram apreciar correctamente.
O facto de estarem a tocar de metrónomo (de forma a poderem disparar os samples em tempo) também limitou a emotividade transmitida, impedindo que os temas crescessem e diminuíssem de velocidade ao sabor da vontade dos músicos. Isto foi, de resto, sentido pelos muitos que saíram do renovado Campo Pequeno com um ar apenas meio satisfeito. É que os olhos visionaram um espectáculo espalhafatoso, um verdadeiro circo eléctrico – composto por muita luz, cor, projecções psicadélicas, e até balões gigantes –, mas os ouvidos não se deixaram enganar, e no final foi o coração que se lixou.
Um aplauso para o homem das cordas vocais e da guitarra, Matthew Bellamy, que revelou, uma vez mais, ser uma verdadeira força da natureza e a força motriz dos Muse.

Fica um vídeo deles ao vivo no SBSR, para conferir as diferenças.


9/21/2006

Qwentin ao vivo no GAMES 2006

Photobucket - Video and Image Hosting

Os Qwentin vão actuar no festival GAMES 2006 em Portalegre, dia 26 de Setembro (terça-feira) pelas 21:45.

Eis os detalhes publicados na revista Mega Score de Setembro (nº 132):

“O GAMES 2006 não é só feito de jogos. Ao longo da semana em que decorre o evento, haverá muito tempo para festa e animação, especialmente para aqueles que optarem por permanecer vários dias em Portalegre. Para esses, a organização preparou diversos motivos de interesse. À noite, os bares da animada zona da Praça da República terão descontos especiais para os clientes munidos do passe GAMES 2006. E todas as noites haverá música para todos.”

Videojogos e concertos à borla, o que querem mais? Toca a aparecer.

Eis o cartaz do evento:

Photobucket - Video and Image Hosting

9/06/2006

Qwentin ao vivo no Centro Cultural do Cartaxo


Dia 9 de Setembro os Qwentin vão regressar ao Centro Cultural do Cartaxo, desta feita em nome próprio (e não com o espectáculo Homem-Tudo) para apresentar novos universos sinfónicos. Os convidados especiais são os Kronos, de Vila Franca de Xira.

Após o espectáculo a animação continuará no Bar do CCC, com o The Other Night DJ e os Orson & Welles (DJ + Video).

A não perder.

8/28/2006

CINEMA: United 93

Upa upa puxadote!

É uma agradável surpresa, este retrato do género "estavas a pensar que levavas com um filme americanóide mas toma lá um filmaço" que nos apresenta Paul Greengrass. É um filme perturbador ao mais ínfimo pormenor e é exactamente por isso que é um grande filme. Seria fácil cair numa premissa de heroísmo romântico, como me parece que vai ser a de WTC [N.E. World Trade Centre] de Oliver Stone, mas felizmente não foi a isso a que o realizador se propôs.

A acção decorrida em alguns centros de controlo aéreo na manhã do 11 de Setembro demonstra o estado de "dormência" dos seus funcionários, confusos com o que viam e impotentes na resposta. Dentro do avião, há uma sequência de acontecimentos rápida e crua que nos mostra pessoas “simples” a tentarem manter-se vivas – visão que me parece mais razoável do que a "Bushiana" que afirma que os passageiros salvaram o Capitólio da fúria dos vilões. As rezas compulsivas dos terroristas até ao último momento das suas vidas, os telefonemas dos passageiros para terra (sem qualquer lamechice) e a sequência de cortar à faca da queda do avião, propiciaram, por altura dos créditos finais, o silêncio mais pesado de que me lembro assistir numa sala de cinema.

(7/10)

8/03/2006

HYPE: They Are The Pipettes - Blog

Photobucket - Video and Image Hosting

A paixão pela musica das The Pipettes motivou este humilde escriba a criar, em parceria com NCalvin, um blog que reúne toda e qualquer informação relevante sobre a banda.

Visitem o blog They Are The Pipettes em http://www.thepipettes.blogspot.com

Este link está também disponível aqui à direita ----------------------------->

A critica ao álbum das meninas está para breve.

7/25/2006

VIDEOJOGOS: Pro Evolution Soccer Management

Pro Evolution Soccer Management

Os fãs de títulos como Football Manager e Pro Evolution Soccer 5 estão desapontados. A culpa é de Pro Evolution Soccer Management (PESM), cuja nomenclatura sugere que este é um título orientado para especialistas de futebol, quando na verdade é uma obra algo básica e até incompleta (onde está a Liga portuguesa?). No entanto, não deixa de ser curioso como essa simplicidade e a possibilidade de visualizar as partidas com “bonecos” em vez de “caricas” apelam a pessoas que, como eu, costumam virar a cara ao género. Se for esse o vosso caso, dêem uma espreitadela a PESM.

(7/10)

Autor: Konami Tóquio
Editora: Konami

[Texto editado a partir do original publicado na revista Mega Score, edição 128]

Dom Afonso Henriques, pai de Portugal


Parabéns Afonso. E obrigadinho.

Criou o primeiro país europeu motivado por um complexo de Édipo a séculos de ser diagnosticado por Freud.

Auto proclamou-se Rei sem consentimento da Igreja Católica – acto que apenas Napoleão teve coragem de fazer... séculos mais tarde.

E hoje faz apenas 897 aninhos.

7/23/2006

AO VIVO: Belle and Sebastian - Elegia Pop - Coliseu dos Recreios Lisboa



Que bom que é disfrutar docemente cada pedacinho da vida. Assim poderia descrever sucintamente o concerto dos escoceses Belle and Sebastian num Coliseu dos Recreios muito bem composto.
Primeiro e único ponto negativo do evento: o atraso de quarenta e cinco minutos, algo habitual e lamentável em algumas salas de espectáculos lusas. O desfile de deliciosos pedaços pop da melhor estirpe dos últimos dez anos começou assim às dez e quarenta e cinco.

Stuart Murdoch foi o anfitrião da festa, sempre coadjuvado pelo multi-instrumentista Steve Jackson.
Mais timídos de início, os músicos acabaram por se deixar embalar pelo ambiente quente e festivo do público que nunca se cansou de aplaudir efusivamente cada um dos temas, e de fazer, inclusivé, várias sessões de "discos pedidos" - um deles acabou por ser satisfeito já perto do final: "Like Dylan in the movies".

"Este público é melhor que o de Madrid" disse Murdoch depois de todo o público ter assobiado com ele a parte final de "Loneliness of a Middle Distance Runner".
"The Life Pursuit", o último registo de originais dos Belle and Sebastian lançado este ano, poderia ter sido o mote principal do concerto, mas como referiu Murdoch num português esforçado e com cábula, que, sendo este o primeiro concerto da banda em Lisboa iríamos ter direito a uma bonita viagem ao passado, com passagem pelos incontornáveis "If you`re felling sinister", "The boy with the arab strap" e o primeiro registo, "Tigermilk". O tema título de "The Boy with the Arab Strap" foi aliás um dos pontos altos do concerto.
Inevitável foi a passagem pelo supracitado "The Life Pursuit", que provou a excelente forma dos Belle and Sebastian, em temas como: "Another Sunny Day", "For the Price of a Cup of Tea" ou "White Collar Boy". Isobel Campbell já cá não está, mas os B&S continuam bem e recomendam-se.

O espectáculo continua e Murdoch volta a ser um adolescente quando pede um cigarro a uma rapariga do público e a convida para subir ao palco para com ele dançar "Jonathan David". Estamos em 2006, mas o espiríto continua em 1996. A mudança aconteceu, mas maneirinha e contida.
Depois do maravilhoso "The State I`m In" e de hora e meia de concerto, saem do palco e voltam a entrar pouco depois sob os intensos aplausos da plateia e bancadas da sala lisboeta. Tocam mais dois temas. Saem outra vez, o público calma novo regresso que acaba por não acontecer.
Que em 2016 o espiríto permaneça em 1996, mas que no mesmo período temporal as visitas a Portugal sejam mais regulares.

7/04/2006

HYPE: Editora Bor Land na Culturgest


A editora nortenha Bor Land, numa co-produção com a Culturgest, leva ao anfi-teatro exterior da sala lisboeta, três dos seus nomes mais sonantes: Munchen no dia 6 de Julho; Old Jerusalem no dia 7; e Alla Polacca no dia 8. O preço único para cada um dos concertos é de 5 euros. Uma excelente oportunidade para ver espectáculos pop num espaço que normalmente apresenta uma programação mais erudita.

Podem aceder aqui ao press-release de cada um dos projectos

HYPE: África Festival de 6 a 9 de Julho

Inserido nas Festas de Lisboa, o África Festival regressa em 2006 depois do sucesso da edição do ano passado. Desta vez o evento será no Jardim junto à Torre de Belém e contará com nomes bastante sonantes do panorama musical africano.
Bonga - um dos principais nomes da música africana e da tão propalada World Music - é o primeiro artista a actuar logo no dia 6 de Julho pelas 22h (todos os concertos terão início a essa hora) e promete recriar ao vivo os seus dois primeiros e míticos albuns: Angola 72 e Angola 74, também eles registos ao vivo.
No mesmo dia e depois de Bonga subirá ao palco o senegalês Cheikh Lô.
Para além da música haverá também workshops, Ateliers e uma exposição de homenagem a Ali Farka Touré.

O melhor mesmo é visitar uma das seguintes páginas:

EGEAC

Lisboa Cultural

África Festival 2006


6/30/2006

HYPE: My Morning Jacket abrem para Pearl Jam


Já todos sabem que os Pearl Jam regressam a Portugal, nos próximos dias 4 e 5 de Setembro, para dois concertos no Pavilhão Atlântico . O objectivo é promover o mais recente e"rockeiro" disco homónimo. A surpresa é a banda de abertura: os My Morning Jacket. Lançaram "Z" o ano passado e tiveram o aplauso unânime da crítica. Aqui no Aculturar foi uma das minhas escolhas para album do ano.
Para mim este é um rebuçado (não aleatório) tornado num aliciante maior para ir ver um dos dois concertos de Setembro.


Podem visitar a página da banda em: www.mymorningjacket.com

Os Pearl Jam podem ser encontrados em: www.pearljam.com

6/27/2006

HYPE: Pirates Of The Caribbean 2 - Dead Man's Chest

Piratas ainda mais fantásticos? Um vilão com cara de Cthulhu? Elementos da emblemática série de videojogos Escape From Monkey Island?

Parece-me delicioso. Vejam o trailer aqui.

6/26/2006

Festivais de verão 2006

Festival Vilar de Mouros

A mítica localidade de Vilar de Mouros acolherá nos próximos dias 21, 22 e 23 de Julho, mais uma edição do festival homónimo.

21 de Julho
Sepultura
Xutos & Pontapés
Mojave 3
Deluxe
Kussondulola
Soundsista´s
Mofyah Sound System
7 Magníficos


22 de Julho
Lion Roots Sound
Iggy Pop & The Stooges
TAXI
The Datsuns
M.A.U.
Dead Combo
Durutti Column
In Ghetto Sound System
Sativa
7 Magníficos


23 de Julho
Cradle of Filth
Moospell
Soulfly
Mosh
Hundred Reasons
Banda de Poi
Cinemuerte
The Temple
Twentyinchburial
Led On
Phill Case

Bilhete: 35 euros.


Festival Sudoeste

De 3 a 6 de Agosto o sul do pais recebe a 10º edição do Festival Sudoeste 2006. Eis o ainda incompleto cartaz:


Palco TMN

3 de Agosto – Gentleman, Mattafix, Brazilian Girls
4 de Agosto – Prodigy, Goldfrapp, TIGA
5 de Agosto – Daft Punk, Skin, Boss AC
6 de Agosto – Zero 7, Xutos & Pontapés

Palco Planeta Sudoeste
3 de Agosto – Seu Jorge
4 de Agosto – Nouvelle Vague
5 de Agosto – Los de Abajo, Who Made Who
6 de Agosto – Final Fantasy, José Gonzales, Rui Vargas

Palco Positive Vibes
4 de Agosto – Max Romeo
5 de Agosto – Sir Giant
6 de Agosto – Anthony B, Israel Vibration

Bilhetes:
Passe de 4 dias (com campismo) – 70 euros
Bilhete de 1 dia (sem campismo) – 40 euros


Festival Paredes De Coura

De 14 a 17 de Agosto a viçosa vila de Paredes De Coura voltará a ceder o seu silencio a grandes nomes (e a outros por confirmar):


14 Agosto
Warren Suicide

Palco Ruby Jazz na Relva
Workshop de Iniciação ao Jazz por Ze Eduardo (aberto a todos)


15 de Agosto
Morrissey
Fischerspooner
Broken Social Scene
White Rose Movement
Madrugada
Gomez

Palco Ruby Jazz na Relva
Zé Eduardo Unit

Palco Ruby Leitura
Isaque Ferreira
A. Pedro Ribeiro


16 de Agosto
Bloc Party
Yeah Yeah Yeahs
Eagles of Death Metal
Members od the Public

Palco Ruby Jazz na Relva
Zé Eduardo Unit

Palco Ruby Leitura
Isaque Ferreira
A. Pedro Ribeiro


17 de Agosto
Bauhaus
The Cramps
!!!
Shout Out Louds

Palco Ruby Jazz na Relva
Insert Coin

Palco Ruby Leitura
Adolfo Luxúria Canibal
Isaque Ferreira


Bilhetes:
1 dia: 40,00€
4 dias: 70,00€
4 dias+Transporte: 84,00€

6/20/2006

VIDEOJOGOS: O Padrinho

O Padrinho

O Padrinho é uma adaptação curiosa e inteligente do clássico de cinema e, embora não brilhe ao nível da película, representa eficazmente o mundo imprevisível de Don Corleone. Os autores apostaram tudo na narrativa e num sistema de combate corpo a corpo que retrata de forma admirável a brutalidade crua e chocante que abunda no filme. Embora aparente ser, à vista desarmada, um “Grad Theft Auto 3 nos anos 50”, O Padrinho é mais que isso. Não é genial, mas tem elementos distintivos suficientes para que se reconheça o seu cunho pessoal.


(7/10)

Autor: EA Redwood
Editora: Electronic Arts

[Texto editado a partir do original publicado na revista Mega Score, edição 128]

6/09/2006

AO VIVO: Super Bock Super Rock 06 - Act 2 - Dia 1

O calor abrasador que se fez sentir em Lisboa tornou ainda mais apetecível a ideia de um passeio à beira-rio para ver os concertos do 1º dia do 2º act do SBSR 06.

Pela hora marcada (18:00) uma pequena multidão aguardava pelo primeiro concerto dos Editors em terras lusas. Os acordes inicias foram os da abertura do único álbum dos q
uatro ingleses "The Back Room". “Lights” proporcionou os primeiros momentos de diversão e de loucura e nem a nova música, desconhecida do público e mostrada em primeira-mão, fez parar a dança de quem conseguiu sair mais cedo do trabalho. O rock que veio de Birmingham teve a sua explosão máxima nos singles “Munich”, “Blood”, “All Sparks” e “Bullets”, com a banda a mostrar-se surpresa com a recepção vocalizada com que o publico as recebeu.


Os dEUS chegaram pouco depois, cheios de vontade de fazer Lisboa saltar. Apesar de focarem a sua atenção na promoção do seu mais recente álbum “Pocket Revolution”, não perderam a oportunidade para revistar álbuns anteriores com “Instant Street”, “Fell Off The Floor Man”, “Turnpike” e “Suds and Sodas”. Uma excelente continuação de tarde com um público também muito dedicado e descontraído. Mais enérgicos e simbióticos do que na Aula Magna (Concerto que o Aculturar visitou a 4/12/2005) os dEUS estiveram neste festival como peixe na água, de resto algo que os fans sentiram intensamente.


Os The Cult chegaram com um atraso de 40 minutos. Mas ninguém se importou porque o espectáculo foi fantástico. Invulgarmente simpático, Ian Astbury fez várias referências à nossa selecção de futebol e dedicou Eddie a um(a) aniversariante desconhecido(a) entre o público. Revisitaram todos os clássicos e mostraram que velhos, só mesmo os trapos. Uma excelente continuação da “boa onda” que se viveu nesse dia.


Os Keane subiram ao palco ao som de alguns aplausos mas um pouco descontextualizados do resto do cartaz. Apresentaram uma proposta de música diferente do que se tinha ouvido até então, debitando um repertório ameno. Os singles “Everybody's Chaging” e “Somewhere Only We Know” foram recebidos com maior euforia. Colocar os Keane no seio de tanto rock bem disposto não foi a decisão mais inteligente da organização.


Os cabeças de cartaz chegaram uma hora após o previsto.
Com a apresentação do novo álbum “You Could Have it So Much Better...” os Franz Ferdinand trouxeram um palco adaptado a sua imagem retro. Para os que já os tinham visto na DocaPesca, no verão do ano passado, a ansiedade era causada pelo tema “This Fire” que ficou de fora em respeito aos bombeiros que combatiam os numerosos fogos que se faziam sentir na altura. A banda passeou pelos dois álbuns com a naturalidade de quem já pisou muitos palcos e fizeram o que era suposto: Encantaram.

6/07/2006

Livros: Voltaire - Candido

Agora que voltei à literatura, decidi iniciar-me com uma obra de Voltaire. Chama-se "Cândido" e é um manifesto óptimo-pessimista, uma espécie de Utopia em tons maiores e menores. É uma viagem pelo mundo, mas acima de tudo uma reflexão sobre a condição humana. É a confrontação do espiritual com o material. Tudo isto camuflado por um romance de contornos aparentemente triviais


À frente do seu tempo e por isso altamente recomendável.

posted by Pitta

6/05/2006

HYPE: "Fast Man Raider Man", o novo de Frank Black

Frank Black será sempre apenas injustamente lembrado como o homem que um dia formou os Pixies e com eles gravou 4 discos geniais. Digo injustamente, na medida em que a prolífica carreira que encetou a solo depois da dissolução da banda em 1993 nunca teve a atenção merecida tanto por parte dos fans de Pixies, mas principalmente por parte da crítica.
Agora e dois anos depois da reunião da mítica banda para uma digressão que parece não ter fim, Frank Black regressa também com um novo registo de originais. Chama-se "Fast Man Raider Man" e estará disponível nas lojas a partir de 19 de Junho.
"Fast Man Raider Man" é a sequência lógica de "Honeycomb", o registo lançado por Black o ano passado, resultado de uma extensa colaboração com músicos considerados autênticas lendas vivas do legado musical do Sul dos E.U.A.
O material contido neste novo registo não andará por isso muito longe daquele que ouvimos em "Honeycomb", se bem que a produção tenha merecido desta vez uma atenção mais cuidada.
Pelas amostras que ouvi em
www.myspace.com/fastmanraiderman parece-me que vem aí o melhor material de Black desde "Teenager of the Year" (1994).

Para quem quiser saber mais sobre o novo registo de Black podem consultar a sua página oficial:
http://www.frankblack.net/

6/02/2006

HYPE: 2 em 1 - Belle and Sebastian no Coliseu e Pixies no Pavilhão Atlântico

Os escoceses Belle and Sebastian apresentam-se pela primeira em Portugal para delícia dos fans que, como eu, suspiravam e desesperavam por uma aparição dos trovadores pastoris (agora mais dançáveis) em terras lusas. Poderemos ver e ouvir ao vivo os autores de pérolas como "Tigermilk", "If you`re felling sinister", "The boy with the Arab Strap" ou o mais recente "The Life Pursuit". O preço (único) é de 29 euros. Já imaginaram um imenso prado verde sob néons coloridos e bolas de espelhos à la "Saturday Night Fever"?


Mais informações aqui

E à terceira vez é em nome próprio. Pois é, os Pixies continuam a digressão que se prolonga já pelo terceiro ano consecutivo. Terceiro ano e terceira visita a Portugal depois da descarga de energia no Super Bock Super Rock de 2004 e da descontracção de Paredes de Coura em 2005. Prevê-se que o concerto do próximo dia 20 de Julho no Pavilhão Atlântico não seja muito diferente daquilo que presenciámos anteriormente, no entanto será uma boa oportunidade para espreitar a banda num concerto em nome próprio. Os bilhetes há muito que se encontram há venda e vão dos 24 aos 33 euros.

Mais informações aqui

6/01/2006

HYPE: Revista Bang! nº1

Já está nas bancas o primeiro número da revista portuguesa de Aventura e Fantástico


O Editor Rogério Ribeiro escreveu o seguinte aqui:

"
Para os que nos têm perguntado pelo próximo nº da BANG!, e para todos os outros, aqui fica um aperitivo. Neste momento a revista está na fase final de produção, e contamos que chegue à caixa-de-correio dos assinantes em meados de Março e às bancas no início de Abril.
Nela poderão encontrar quase 40 páginas de ficção (por opinião dos nossos leitores, subimos das 26 do nº0), por autores internacionais como Michael Moorcock (UK), Rhys Hughes (UK), Frank Roger (Bélgica) e Tobias Buckell (USA) - com um conto premiado com o Prémio Writers of the Future -, e nacionais, como o veterano Luís Filipe Silva, o estreante Vasco Luís Curado e a volta do Sr. Bentley às nossas páginas pela mão da Ágata Ramos.
Esta edição inclui ainda um extenso artigo do crítico João Seixas sobre a "FC Hard" e uma crónica da minha autoria sobre o Fórum Fantástico 2005, assim como entrevistas com a Ágata Ramos e a escritora brasileira Márcia Guimarães, recentemente publicada na colecção Argonauta, e uma resenha de Safaa Dib."