12/07/2005

AO VIVO: dEUS quer, o público sonha...


... e ao 8º dia dEUS não descansou...

Foi no 8º dia da semana passada, Domingo 4 de Dezembro, que a banda belga dEUS nos presenteou com um concerto, integrado na digressão de promoção do seu mais recente trabalho discográfico, "Pocket Revolution".

Por volta das 21 horas os "Absynthe Minded" fizeram soar os seus primeiros acordes. A sua música - formada a partir de uma voz quente, um violino, uma bateria e teclados hammond e outros -, à partida demasiado calma e embaladora, rapidamente assumiu um tom groovy e Jazzy a roçar os laivos do progressivo. Igualmente de origem belga, Os Absynthe Minded surpreenderam não só pelo seu som eclético, como pela forma como conquistaram a audiência.

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OO arranque do espectáculo dos dEUS, com "Pocket Revolution", deixava antever um concerto diplomático, sem momentos exageradamente íntimos com o público. Apenas “Instant Street” (tocado como se não houvesse amanhã) e “Suds & Sodas” (que fechou o concerto) podem ser classificados como momentos realmente altos. O resto do concerto foi uma visita a todos os álbuns da banda.

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Embora os dEUS possam parecer a alguns, uma “embirração” pessoal de Tom Barman (já que, dos fundadores, só ele resta), a nova formação dos dEUS - com Mauro Pawlowski, Stéphane Misseghers E Alan Gevaert - provou ter muito para dar à banda.
Quem já tinha visto dEUS, neste e noutros palcos, sentiu bem as diferenças e talvez tenha até saído da Aula Magna um pouco desiludido pelo excesso de formalidade da apresentação do colectivo. Mas é um facto que a sua actuação foi quase irrepreensível.

7/10

3 Opinar:

At 12/12/05 11:52, Blogger JoãoMestre said...

[2ª OPINIÃO] Não foi nada daquilo que eu imaginava de um concerto de dEUS. Mas nem por isso desiludiu. Muito antes pelo contrário.
Uma actuação competente, que a dados momentos soube agarrar tanto fans como curiosos.
Outro momento alto a registar para a posteridade: "Roses". Obrigado pelas rosas, Tom.

 
At 13/12/05 16:54, Anonymous ziggy said...

Porque insistem nas comparações? os dEUS que incendiaram a aula magna em 97 não são os mesmos de agora. Nem se pretende que sejam, estariam encalhados à muito. Pela amostra dada nos concertos portugueses o barco desencalhou, tomou novo rumo e orienta-se por águas diferentes. Mais formais?? não me parece, mais serenas? também não. Mais estagnadas? nem por sombras. O que vimos foi talvez a formação mais eficaz que alguma vez os dEUS tiveram. Talvez a mais equilibrada. Mauro Pawlovski é um dos melhores e mais profiquos musicos belgas da actualidade. Este disco não será nunca um disco de afirmação mas sim de transição. Esta formação apanhou a fase de transição que foi torbulenta e penosa. Basta ver que metade do disco é gravada com uns e outra com outros. O próximo disco será o da confrontação e da afirmação.
Quanto aos concertos, os dois que vi em Lisboa forma muito bons. Uma banda coesa. Uma boa setlist, o que não é dificil de conseguir com a qualidade dos albuns da banda :-) Enfim, foi um bom exercicio de recuperação de uma banda que se sabe reinventar.

p.s. - querem mais momentos altos?? Turnpike, Fell off the floor, man, Put the freaks up front, Sun Ra, Bad Timing, Assault on Magnus, Pocket Revolution...

 
At 13/12/05 22:25, Blogger Gonçalo Brito said...

Uma critica, por defeito, é sempre um exercicio pessoal e subjectivo.

A opinião publicada é uma opinião informada, mas não menos subjectiva por isso.

Por isso mesmo encorajamos os leitores a deixarem o seu ponto de vista aqui nos comentários.

Obrigado pela participação Ziggy

 

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